Enquanto para algumas pessoas cozinhar é apenas uma obrigação ou um hobby, outros adoram tanto a atividade que decidiram aprimorar o trabalho na cozinha e optaram por um curso de formação de chefs na Unisinos. A organização curricular é dividida em cinco programas de aprendizagem, com uma estrutura completa, com salas de aula que mais parecem cozinhas industriais.
Segundo eles, as aulas não são moleza, tem que aprender desde os cortes exatos, história, exigências para a higiene e etiqueta, até inglês e francês.
Mas o mais difícil pode ser a habituação às novas culturas, já que passam a provar tudo o que preparam. Como são estudadas as tradições de todo o mundo, degustam iguarias como testículos de cabrito, carne crua, lesmas, e até combinações diferentes, que juntam ingredientes inusitados.
Aula: William Peters de Souza preparando uma paella na Unisinos
Os leigos não estão habituados a reparar em muitos detalhes, mas isso pode representar a qualidade e preocupação do restaurante em relação a satisfação do cliente. Na questão da higiene, por exemplo, as mulheres não podem usar esmaltes e maquiagem, pois resíduos poderiam cair na comida; já os homens têm que cortar a barba ou usar uma máscara. O famoso chapéu também tem grande importância.
Eles ainda têm a oportunidade de colocar em prática a criatividade e criar receitas conforme suas influências e gostos. O professor Jorge Nascimento acredita que as aulas não são capazes de formar chefs, mas capacitam os alunos a atuar como cozinheiros.
Os estudantes, com o passar do tempo, passam a reparar nos detalhes, aprimoram o paladar e hoje sabem posicionar-se em relação a todo o ritual da refeição, além, é claro, de ser crítico ao que lhes é servido. Aprendem ainda alguns segredos, que fazem a diferença na hora de mostrar serviço na cozinha.


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